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Impactos ambientais das actividades de extracção de gás de xisto e de óleo de xisto

Intervenção de João Ferreira no Parlamento Europeu

http://www.pcp.pt/impactos-ambientais-das-actividades-de-extrac%C3%A7%C3%A3o-de-g%C3%A1s-de-xisto-e-de-%C3%B3leo-de-xisto

Recomenda-nos o mais elementar bom senso que, no mínimo e desde já, se imponha uma moratória na exploração de jazidas de gás e petróleo de xisto.

Os impactos ambientais associados à exploração destas jazidas são significativos e muito negativos. A fracturação hidráulica, a injecção de químicos poluentes, eventualmente tóxicos, nos maciços rochosos acarretam necessariamente uma enorme instabilidade desses maciços e a degradação de recursos hídricos subterrâneos ou dos cursos de água drenantes dos maciços xistentos.

Só estes impactos seriam motivo para banir a exploração destes recursos. No mínimo, fiquemos pela moratória.

Além do mais, não está comprovado que seja positivo o retorno da quantidade de energia consumida em tão extensivo e intensivo método de extracção.

Seria interessante conhecer, se é que existem, os resultados de uma avaliação do retorno de energia por energia investida (uma avaliação EROI – Energy Return on Invested Energy) sobre o ciclo de vida de cada um destes empreendimentos, de forma a verificar o seu balanço económico.

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“Os Verdes” querem moratória à exploração de gás de xisto

Comunicado de 11/10/2013

“Os Verdes” querem moratória à exploração de gás de xisto

O Partido Ecologista “Os Verdes” entregou na Assembleia da República um Projeto de Lei que visa adotar, em Portugal, uma moratória à exploração de gás de xisto, sustentada no princípio da precaução, com vista à salvaguarda da saúde pública e da preservação ambiental.

A extração de gás de xisto tem pesados impactos sobre o ambiente e sobre a saúde pública e a gravidade desses impactos tem sido bem demonstrada pela prática. Conhecem-se já exemplos, decorrentes desta exploração, de danos ambientais irreversíveis, designadamente nos EUA, no Brasil ou em Inglaterra, com forte contaminação de massas de água potável, com claro prejuízo direto para as populações e para a atividade agrícola, com destruição de ecossistemas relevantes ou com abalos sísmicos diretamente resultantes dessa exploração de gás. O PEV relembra que, em Portugal, a prospeção de gás de xisto foi já autorizada pelo Governo na região Oeste.

Face à incerteza e controvérsia científica que envolve a exploração de gás de xisto, e ainda aos reais impactos gravíssimos, já constatados, sobre o Planeta e sobre aqueles que nele habitam, “Os Verdes” consideram que é imperioso aplicar, nesta matéria, o princípio da precaução e propõem, com esta iniciativa legislativa, a introdução de uma moratória à exploração de gás de xisto em Portugal, um Projeto de Lei que será discutido no Parlamento em data a anunciar.

Ver Texto do Projeto

 

Comunicado – Assembleia Municipal

MOVIMENTO ANTI-EXTRACÇÃO GÁS DE XISTO, BARREIRO

COMUNICADO

Na sequência do anúncio de que o governo concedeu a exploração de gás e petróleo na Margem Sul do Tejo (até 2021) à empresa canadiana Oracle Energy Corporation, tendo sido o Barreiro indicado como um dos locais para o início da prospecção. Dada a controvérsia que envolve a técnica de extracção do gás de xisto (“fractura hidráulica” ou “fracking”) pelo alto risco de contaminação química dos aquíferos e solos e o risco de afectação da estrutura geológica; estivemos presentes na sessão da Assembleia Municipal do Barreiro realizada no passado dia 28 de Fevereiro, onde questionámos o executivo sobre as informações que dispõe e o que pensa sobre este processo.

O Sr. Presidente da C.M.B. afirmou desconhecer a técnica da fractura hidráulica/fracking e que a informação que recebeu do Ministério da Economia se resumiu à assinatura do contrato de concessão.

Face à perigosidade que esta técnica envolve é nossa convicção que a Câmara Municipal do Barreiro e também os representantes e estruturas partidárias locais não poderão deixar de se informar e actuar em conformidade com a defesa do recurso insubstituível que é a água, os solos, a saúde e segurança das populações.

Em 15 de Março de 2014

Movimento Anti-Extracção Gás de Xisto, Barreiro

 

Convocatória! Todos à Assembleia Municipal:

BOLETIM INFORMATIVO
MOVIMENTO ANTI-EXPLORAÇÃO DE GÁS DE XISTO, BARREIRO

Convocatória para a Assembleia Municipal
Biblioteca Municipal do Barreiro

28 de Fevereiro, 21h

O movimento vai questionar junto do executivo camarário quais os planos para a Exploração de Gás de Xisto no Barreiro. Convocamos todos os Barreirenses para a próxima Assembleia Municipal.

A exploração do gás de xisto é já uma realidade em Portugal. Encontram-se mapeadas as zonas de interesse para a exploração deste recurso, que se estendem do distrito de Setúbal a Coimbra, incluindo os concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer, bem como as Bacias do Algarve e do Baixo Alentejo; algumas delas, como a Praia da Marreta ou a Carrapateira, são zonas protegidas ambientalmente. Apesar do secretismo e falta de transparência que envolve o assunto, sabe-se que o governo, através da Galp, celebrou um acordo de exploração com a Mohave Oil & Gas e que a mesma está já a decorrer em Aljubarrota. A cerimónia foi presidida pelo ministro Álvaro Santos Pereira. Em 2013 o PEV propôs à AR a aplicação de uma moratória à exploração de Gás de Xisto (Projecto de Lei nº 456/XII/3ª) e o BE apresentou uma proposta para proibir a sua exploração e extracção.

O gás de xisto é um recurso não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas, encontrando-se no subsolo a grande profundidade, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por muitos quilómetros de extensão e o único método de o extrair consiste na perfuração horizontal, que se estende por infindáveis quilómetros, atravessando cidades, reservas naturais, ou em suma, todas as zonas consideradas de interesse, acompanhado de uma técnica conhecida como fracking ou fractura hidráulica. O fracking consiste em partir a rocha através da injecção de jactos de água a altas pressões, misturada com areia e químicos. A pressão é tão grande que torna a contaminação química dos lençóis freáticos e da água potável um risco constante. Um outro dano associado a este método é a indução de actividade sísmica, como já ocorreu na Grã-Bretanha. Mas o terror não fica por aqui. O metano (cancerígeno) é o principal composto deste gás e tem 105 vezes mais potencial para aquecer a atmosfera que o dióxido de carbono, gerando 40 a 60 mais emissões de estufa que o gás convencional. A técnica exige o uso de toneladas de água em tempos de escassez deste bem vital e a contaminação química de grandes massas de água com benzeno e metano é inevitável. A estes problemas juntam-se outros como a difícil gestão dos resíduos tóxicos, a poluição atmosférica, o desastre paisagístico, agravado pela fraca produção destes poços de gás, que conduz à incessante perfuração e abertura de novos poços, ou ainda a danos colaterais relacionados com a indústria de extracção das toneladas de areia necessárias para este tipo de exploração

Há agora rumores que a exploração começou no Barreiro, região com um importante lençol freático, mas igualmente zona de enorme e perigosa instabilidade sísmica.

Urge consciencializar a população dos perigos associados a esta prática e sobretudo gerar um forte movimento cidadão empenhado na defesa da vida e do património ambiental. Os primeiros passos foram já dados nesse sentido por um grupo de activistas; é fundamental que essa voz se multiplique e fortaleça.

Gás de Xisto, um Presente Envenenado. Não Fracturem as Nossas Vidas!

A ânsia pela autonomia energética, a par da sedutora miragem de volumosos lucros por parte das empresas petrolíferas tem vindo a orientar a política energética mundial para a exploração do gás de xisto, apresentando-o à opinião pública com um discurso entusiasta a respeito do milagre económico pretensamente associado.

Contudo, as consequências ambientais tal como os danos para a saúde pública da exploração deste recurso energético, também conhecido por gás shale, são aterradoras e transformaram-se numa triste realidade nos países onde a extracção está mais desenvolvida, nomeadamente nos EUA; sucessivos acidentes e desastres ecológicos (, bem como o assustador aumento de determinadas patologias, nomeadamente o cancro (com forte ocorrência de leucemias), doenças respiratórias, dermatológicas e do foro neurológico, tem gerado um movimento global de cidadãos indignados, dispostos a defender o planeta e as suas vidas2

O gás de xisto é um recurso não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas, encontrando-se no subsolo a grande profundidade, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por muitos quilómetros de extensão e o único método de o extrair consiste na perfuração horizontal, que se estende por infindáveis quilómetros, atravessando cidades, reservas naturais, ou em suma, todas as zonas consideradas de interesse, acompanhado de uma técnica conhecida como fracking ou fractura hidráulica. O fracking consiste em partir a rocha através da injecção de jactos de água a altas pressões, misturada com areia e químicos. A pressão é tão grande que torna a contaminação química dos lençóis freáticos e da água potável um risco constante. Um outro dano associado a este método é a indução de actividade sísmica, como já ocorreu na Grã-Bretanha. Mas o terror não fica por aqui. O metano é o principal composto deste gás e tem 105 vezes mais potencial para aquecer a atmosfera que o dióxido de carbono, gerando 40 a 60 mais emissões de estufa que o gás convencional. A técnica exige o uso de toneladas de água em tempos de escassez deste bem vital e a contaminação química de grandes massas de água com benzeno e metano é inevitável. A estes problemas juntam-se outros como a difícil gestão dos resíduos tóxicos, a poluição atmosférica, o desastre paisagístico, agravado pela fraca produção destes poços de gás, que conduz à incessante perfuração e abertura de novos poços, ou ainda a danos colaterais relacionados com a indústria de extracção das toneladas de areia necessárias para este tipo de exploração (a contaminação da atmosfera com sílica está na origem de variadas patologias letais para o ser humano).

A exploração do gás de xisto é já uma realidade em Portugal. Encontram-se mapeadas as zonas de interesse para a exploração deste recurso, que se estendem do distrito de Setúbal a Coimbra, incluindo os concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer, bem como as Bacias do Algarve e do Baixo Alentejo; algumas delas, como a Praia da Marreta ou a Carrapateira, são zonas protegidas ambientalmente. Apesar do secretismo e falta de transparência que envolve o assunto, sabe-se que o governo, através da Galp, celebrou um acordo de exploração com a Mohave Oil & Gas e que a mesma está já a decorrer em Aljubarrota. A cerimónia foi presidida pelo ministro Álvaro Santos Pereira. Em 2013 o PEV propôs à AR a aplicação de uma moratória à exploração de Gás de Xisto (Projecto de Lei nº 456/XII/3ª) e o BE apresentou uma proposta para proibir a sua exploração e extracção.

Há agora rumores que a exploração começou no Barreiro, região com um importante lençol freático, mas igualmente zona de enorme e perigosa instabilidade sísmica.

Urge consciencializar a população dos perigos associados a esta prática e sobretudo gerar um forte movimento cidadão empenhado na defesa da vida e do património ambiental. Os primeiros passos foram já dados nesse sentido por um grupo de activistas; é fundamental que essa voz se multiplique e fortaleça.

1.A título de exemplo, desde 1993 houve, só nos EUA, 5 613 acidentes em “pipelines” que ceifaram a vida a 367 pessoas. Outras dez morreram em 2012 e ocorreram entretanto várias rupturas nas condutas. O incêndio que sucedeu a uma explosão na California (San Bruno) em 2010 destruiu 37 casas, danificou outras 18 e matou 8 pessoas ferindo várias dezenas.

2.O movimento cidadão contra o fracking e a exploração do gás de xisto é de tal ordem expressivo que já deu origem a uma música dos Rolling Stones e ao tema de um episódio da série norte-americana CSI.