Autarquia anuncia prospeção de gás e petróleo no Barreiro

Numa notícia de 19 de Fevereiro de 2013, o executivo, pela voz do presidente Carlos Humberto, assume o início da prospecção. Até hoje não se conhecem resultados dessa prospecção.

<<O presidente da Câmara do Barreiro, Carlos Humberto (CDU), disse à agência Lusa que a empresa canadiana Oracle Energy Corporation vai realizar uma prospeção de gás e petróleo no concelho, mas serão necessários anos de estudos até haver resultados.

“Fomos contactados pelo secretário de Estado da Energia que nos informou que o Governo ia assinar uma protocolo com a empresa canadiana para a prospeção de gás e petróleo em vários locais da Península de Setúbal, entre eles o Barreiro”, disse Carlos Humberto à agência Lusa.Carlos Humberto referiu que o concelho vai ser o ponto de partida desta prospeção na margem sul, depois do acordo entre o Governo e a Oracle Energy Corporation no valor 15 milhões de euros, válido por oito anos.>>

Expresso: http://expresso.sapo.pt/autarquia-anuncia-prospecao-de-gas-e-petroleo-no-barreiro=f788173

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Convocatória! Todos à Assembleia Municipal:

BOLETIM INFORMATIVO
MOVIMENTO ANTI-EXPLORAÇÃO DE GÁS DE XISTO, BARREIRO

Convocatória para a Assembleia Municipal
Biblioteca Municipal do Barreiro

28 de Fevereiro, 21h

O movimento vai questionar junto do executivo camarário quais os planos para a Exploração de Gás de Xisto no Barreiro. Convocamos todos os Barreirenses para a próxima Assembleia Municipal.

A exploração do gás de xisto é já uma realidade em Portugal. Encontram-se mapeadas as zonas de interesse para a exploração deste recurso, que se estendem do distrito de Setúbal a Coimbra, incluindo os concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer, bem como as Bacias do Algarve e do Baixo Alentejo; algumas delas, como a Praia da Marreta ou a Carrapateira, são zonas protegidas ambientalmente. Apesar do secretismo e falta de transparência que envolve o assunto, sabe-se que o governo, através da Galp, celebrou um acordo de exploração com a Mohave Oil & Gas e que a mesma está já a decorrer em Aljubarrota. A cerimónia foi presidida pelo ministro Álvaro Santos Pereira. Em 2013 o PEV propôs à AR a aplicação de uma moratória à exploração de Gás de Xisto (Projecto de Lei nº 456/XII/3ª) e o BE apresentou uma proposta para proibir a sua exploração e extracção.

O gás de xisto é um recurso não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas, encontrando-se no subsolo a grande profundidade, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por muitos quilómetros de extensão e o único método de o extrair consiste na perfuração horizontal, que se estende por infindáveis quilómetros, atravessando cidades, reservas naturais, ou em suma, todas as zonas consideradas de interesse, acompanhado de uma técnica conhecida como fracking ou fractura hidráulica. O fracking consiste em partir a rocha através da injecção de jactos de água a altas pressões, misturada com areia e químicos. A pressão é tão grande que torna a contaminação química dos lençóis freáticos e da água potável um risco constante. Um outro dano associado a este método é a indução de actividade sísmica, como já ocorreu na Grã-Bretanha. Mas o terror não fica por aqui. O metano (cancerígeno) é o principal composto deste gás e tem 105 vezes mais potencial para aquecer a atmosfera que o dióxido de carbono, gerando 40 a 60 mais emissões de estufa que o gás convencional. A técnica exige o uso de toneladas de água em tempos de escassez deste bem vital e a contaminação química de grandes massas de água com benzeno e metano é inevitável. A estes problemas juntam-se outros como a difícil gestão dos resíduos tóxicos, a poluição atmosférica, o desastre paisagístico, agravado pela fraca produção destes poços de gás, que conduz à incessante perfuração e abertura de novos poços, ou ainda a danos colaterais relacionados com a indústria de extracção das toneladas de areia necessárias para este tipo de exploração

Há agora rumores que a exploração começou no Barreiro, região com um importante lençol freático, mas igualmente zona de enorme e perigosa instabilidade sísmica.

Urge consciencializar a população dos perigos associados a esta prática e sobretudo gerar um forte movimento cidadão empenhado na defesa da vida e do património ambiental. Os primeiros passos foram já dados nesse sentido por um grupo de activistas; é fundamental que essa voz se multiplique e fortaleça.

Gás de Xisto, um Presente Envenenado. Não Fracturem as Nossas Vidas!

A ânsia pela autonomia energética, a par da sedutora miragem de volumosos lucros por parte das empresas petrolíferas tem vindo a orientar a política energética mundial para a exploração do gás de xisto, apresentando-o à opinião pública com um discurso entusiasta a respeito do milagre económico pretensamente associado.

Contudo, as consequências ambientais tal como os danos para a saúde pública da exploração deste recurso energético, também conhecido por gás shale, são aterradoras e transformaram-se numa triste realidade nos países onde a extracção está mais desenvolvida, nomeadamente nos EUA; sucessivos acidentes e desastres ecológicos (, bem como o assustador aumento de determinadas patologias, nomeadamente o cancro (com forte ocorrência de leucemias), doenças respiratórias, dermatológicas e do foro neurológico, tem gerado um movimento global de cidadãos indignados, dispostos a defender o planeta e as suas vidas2

O gás de xisto é um recurso não convencional, cuja formação ocorre em argilas betuminosas, encontrando-se no subsolo a grande profundidade, entre os seiscentos e os três mil metros. As formações deste gás prolongam-se por muitos quilómetros de extensão e o único método de o extrair consiste na perfuração horizontal, que se estende por infindáveis quilómetros, atravessando cidades, reservas naturais, ou em suma, todas as zonas consideradas de interesse, acompanhado de uma técnica conhecida como fracking ou fractura hidráulica. O fracking consiste em partir a rocha através da injecção de jactos de água a altas pressões, misturada com areia e químicos. A pressão é tão grande que torna a contaminação química dos lençóis freáticos e da água potável um risco constante. Um outro dano associado a este método é a indução de actividade sísmica, como já ocorreu na Grã-Bretanha. Mas o terror não fica por aqui. O metano é o principal composto deste gás e tem 105 vezes mais potencial para aquecer a atmosfera que o dióxido de carbono, gerando 40 a 60 mais emissões de estufa que o gás convencional. A técnica exige o uso de toneladas de água em tempos de escassez deste bem vital e a contaminação química de grandes massas de água com benzeno e metano é inevitável. A estes problemas juntam-se outros como a difícil gestão dos resíduos tóxicos, a poluição atmosférica, o desastre paisagístico, agravado pela fraca produção destes poços de gás, que conduz à incessante perfuração e abertura de novos poços, ou ainda a danos colaterais relacionados com a indústria de extracção das toneladas de areia necessárias para este tipo de exploração (a contaminação da atmosfera com sílica está na origem de variadas patologias letais para o ser humano).

A exploração do gás de xisto é já uma realidade em Portugal. Encontram-se mapeadas as zonas de interesse para a exploração deste recurso, que se estendem do distrito de Setúbal a Coimbra, incluindo os concelhos do Bombarral, Cadaval e Alenquer, bem como as Bacias do Algarve e do Baixo Alentejo; algumas delas, como a Praia da Marreta ou a Carrapateira, são zonas protegidas ambientalmente. Apesar do secretismo e falta de transparência que envolve o assunto, sabe-se que o governo, através da Galp, celebrou um acordo de exploração com a Mohave Oil & Gas e que a mesma está já a decorrer em Aljubarrota. A cerimónia foi presidida pelo ministro Álvaro Santos Pereira. Em 2013 o PEV propôs à AR a aplicação de uma moratória à exploração de Gás de Xisto (Projecto de Lei nº 456/XII/3ª) e o BE apresentou uma proposta para proibir a sua exploração e extracção.

Há agora rumores que a exploração começou no Barreiro, região com um importante lençol freático, mas igualmente zona de enorme e perigosa instabilidade sísmica.

Urge consciencializar a população dos perigos associados a esta prática e sobretudo gerar um forte movimento cidadão empenhado na defesa da vida e do património ambiental. Os primeiros passos foram já dados nesse sentido por um grupo de activistas; é fundamental que essa voz se multiplique e fortaleça.

1.A título de exemplo, desde 1993 houve, só nos EUA, 5 613 acidentes em “pipelines” que ceifaram a vida a 367 pessoas. Outras dez morreram em 2012 e ocorreram entretanto várias rupturas nas condutas. O incêndio que sucedeu a uma explosão na California (San Bruno) em 2010 destruiu 37 casas, danificou outras 18 e matou 8 pessoas ferindo várias dezenas.

2.O movimento cidadão contra o fracking e a exploração do gás de xisto é de tal ordem expressivo que já deu origem a uma música dos Rolling Stones e ao tema de um episódio da série norte-americana CSI.